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Enquanto o Psiu não vem ...
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O Conversa Urbana desta semana traz aos leitores do Blog do Urbanias uma entrevista com José Gonzalez,  pós graduado em perícia forense. Associado da APEJESP (associação dos peritos judiciais do estado de sp), Gonzalez oferece atendimento a pessoas que sofrem com barulho e não têm o problema resolvido pelos órgãos públicos. O perito cobra de R$ 1.800,00 a R$ 3.500,00 em média por cada trabalho e já atendeu a mais de vinte reclamações.

Saiba mais sobre o serviço e compartilhe sua opinião: alternativa aos paulistanos ou falha do PSIU ?


Quando as pessoas chegam a te procurar, elas já tomaram quais providências em relação ao barulho que as incomoda?

Muitas vezes reclamam que o PSIU não atendeu direito eles, ou mesmo, não
tomou nenhuma providência. Outras vezes já tentaram falar com a outra parte, onde não foram bem recebidos, ou até mesmo com ameaça de agressão física.


Você realiza as medições do imóvel do reclamante e de mais algum ponto na rua?

Eu realizo as medições com referência plena das normas da ABNT, ao qual sou associado e participo da câmara que as produz. A norma é muito clara, seja ela a NBR 10151 para uso em medição externa, ou a NBR 10152 para uso em medição interna, e diz que a medição deve ser no reclamante, ou seja, o local que está com o problema de muito barulho, atrapalhando seu sono, sossego. No caso das reclamações, sempre cerco o fato de forma e na linguagem que um juiz compreenderia a situação.


Ao ser procurado por alguém, você tenta contato com os vizinhos próximos para saber se eles também sofrem com o barulho e se oferece para disporem de seus serviços?

Isso dependerá do local, do tipo de reclamação, de quem está me contratando, e após essa avaliação, poderei ou não falar com outros moradores, para eventuais contatos necessários. Por outro lado, em muitos casos, faço o trabalho em sigilo, para não expor o reclamante, pois o fator integridade física e moral é essencial para este tipo de serviço.


Qual a validade que sua perícia oferece?

Plena, pois sou habilitado para isso, e utilizo o que há de melhor em equipamento, fazendo até a mais do que manda a norma. Normalmente quem me chama está em situação complicada, portanto, oriento meu cliente a procurar a justiça. Quando for algo grave, o Ministério Público, quando for algo complicado e delicado. a Justiça Especial (pequenas causas). O PSIU tem grandes profissionais trabalhando no órgão, e não dão conta da demanda de uma cidade como a de São Paulo. Tudo na vida tem que ser
aprimorado, e no caso do PSIU não é diferente, mas estão no caminho certo. A diferença é que meu trabalho é remunerado e quem faz a hora e a data é meu
cliente para a medição no local do fato.


Você tem dados de que o PSIU atende mais rapidamente os reclamantes que chegam com dados de sua perícia?

Não tenho esse dado, pelo explicado acima, mas acredito que, se meu laudo é habilitado, o PSIU daria sim, uma atenção ao fato, até tomando alguns cuidados, pois meu laudo não deixa de ser uma prova da situação "daquele momento", "daquele dia".


Você já enfrentou alguma situação de risco ao realizar sua perícia?

Sim! Já fui ameaçado com agressão, cheguei a ser empurrado. Em casos assim, de agora em diante, quando há perigo, o custo aumenta um pouco, pois vai um guarda armado comigo, a paisana, devidamente habilitado para tal serviço. Normalmente eu verifico a região, a situação, horário e claro, de acordo com o que o cliente relata para mim.


Os dados da perícia podem acabar com o problema de barulho?

Nem tudo é tão fácil sempre, mas vale a luta, e principalmente fazer valer o seu direito de morador. Um sono tranquilo só colabora para a saúde da pessoa, e para um mundo menos violento, pois a pessoa tendo um bom sono, tende a render muito mais no dia seguinte, de bom humor. Está na hora das pessoas respeitarem as outras, e não fazer barulho também é agir com respeito.
Blog do Urbanias
http://blogdourbanias.blogspot.com/2010/06/enquanto-o-psiu-nao-vem.html
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